Social bookmarking pode ser definido como a prática de guardar bookmarks para um sítio Web (Lomas, 2005). Dito de outro modo, é a prática de salvar endereços Web no computador para que possam ser
visitados no futuro.
Para criar uma colecção de social bookmarks, temos de nos registar num software específico que permita armazenar os endereços, organizar e catalogar os sites a guardar e ainda estabelecer se o acesso à colecção vai ficar público ou privado (Lomas, 2005). As ferramentas de social bookmarking mais divulgadas são o Del.icio.us para coleccionar, catalogar e partilhar de recursos Web e o Flickr mais vocacionado para a colecção e partilha de imagens (Maness, 2006).
Uma tag é uma palavra-chave que é anexada a um objecto digital (um site, uma imagem, um vídeo clip) para o descrever de forma informal, e tagging é o acto de criar tags para catalogar recursos (Anderson, 2007). Para Shanni (2006), tagging é Web 2.0 porque permite aos utilizadores adicionar e modificar não apenas conteúdos (data), mas também conteúdos que descrevem conteúdos (metadata).Dessa forma, o social bookmarking permite ao utilizador manter online uma colecção de links pessoais – as tags – semelhantes aos favoritos do browser mas que têm a particularidade de ficar acessíveis também a outros utilizadores da Web (D´Sousa, 2007).
Para Lomas (2005), o social bookmarking abre portas a novas formas de organizar e categorizar recursos Web. O criador de um bookmark, ao anexar tags a um recurso, cria um sistema amador, auto-dirigido, de
classificação personalizada dos recursos da internet. Na medida em que os serviços de social bookmarking indicam quem criou um bookmark e possibilitam o acesso aos bookmarks de outras pessoas, os utilizadores da rede podem facilmente fazer conexões sociais com outras pessoas interessadas nos mesmos assuntos ou temáticas. Também é possível saber quantas pessoas usaram uma determinada tag e procurar todos os recursos catalogados com essa mesma palavra-chave. Na prática, o que acontece é que cada utilizador escolhe uma tag que tem significado para si próprio(a). Em alguns sites tem de ser uma palavra única mas noutros podem ser muitas mais. Uma vez atribuídas, as tags funcionam com um índex de termos que podem ser públicos ou privados (Hayman, 2007). Quando públicas, as tags podem ser pesquisadas por todos os utilizadores criando um novo formato de meta-dados que se designa por “folksonomy” (Alexander, 2006).
CLARA PEREIRA COUTINHO
Universidade do Minho
ccoutinho@iep.uminho.pt
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