Criar
meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut acessar
O chefe da milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão
Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut acessar
O chefe da milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão
Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar
Utilizo a
letra dessa música de Gilberto Gil para ilustrar o objetivo desse
blogue: discutir as
possibilidades pedagógicas na web 2.0, sem, contudo, pretender esgotá-las, pois
são infinitas nesse “infomar”.
Lembro-me do tempo em que para
dinamizar um pouco a aula o professor, num esforço de inovação, pedia pesquisas
(que eram feitas em bibliotecas, ou, no máximo na casa de algum amigo que tinha
uma enciclopédia), solicitava a elaboração de cartolinas ou com muita ousadia
uma maquete. Havia ainda aqueles, esses sim, muito arrojados que organizavam
uma visita de campo ou mais modernamente que traziam um filme (em VHS, claro)
para ser visto pela turma.
Fico
pensando, o que fariam esses arrojados professores dos anos 1980 no mundo da
web 2.0? A princípio, acredito que ganhariam em performance, pois os conteúdos
pesquisados chegariam mais rapidamente (sem os longos processos de pesquisa).
Sem contar a infinidade de conteúdos que são produzidos ou que poderiam ser
construídos a partir da sala de aula e disponibilizados para o mundo. Aquela
tímida professora de ciências que nos anos 1980 começou a falar em ecologia,
poderia hoje iniciar, quem sabe, um movimento de alcance mundial, postando no
You Tube o vídeo de um trabalho com a turma. Aquela professora regionalista que
um dia pediu a letra da música “A volta da asa branca” para discutir em sala de
aula, poderia hoje direcionar os alunos para um podcast sobre a obra de Luiz
Gonzaga.
Enfim, de algumas décadas para cá, os conteúdos crescem exponencialmente, os alunos detêm o domínio das ferramentas de comunicação, mais até que seus professores e as prósprias ferramentas se modificam e ficam obsoletas antes mesmo que alguns se familiarizem com elas, mas na essência o que há de verdade, em termos de aprendizado, não se diferencia muito do que havia no passado: um indivíduo que aprende ao entrar em contato com estímulo (virtual ou não).
Enfim, de algumas décadas para cá, os conteúdos crescem exponencialmente, os alunos detêm o domínio das ferramentas de comunicação, mais até que seus professores e as prósprias ferramentas se modificam e ficam obsoletas antes mesmo que alguns se familiarizem com elas, mas na essência o que há de verdade, em termos de aprendizado, não se diferencia muito do que havia no passado: um indivíduo que aprende ao entrar em contato com estímulo (virtual ou não).
Nathália Macedo de Morais
